
A beleza das flores de mãos dadas com a poesia. A fragilidade das suas pétalas em harmonia com a força das palavras.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Desenraizados

domingo, 16 de agosto de 2009
Que é voar?

É só subir no ar,
levantar da terra o corpo, os pés?
Isso é que é voar?
Não.
Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente
é ser livre, leve, independente
é ter a alma separada de toda a existência
é não viver senão em não - vivência
E isso é voar?
Não.
Voar é humano
é transitório, momentâneo...
Aquele que voa tem de poisar em algum lugar:
isso é partir
e não voltar.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Bilhete
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Sabedoria

Amor é bicho instruído
Amantes Incertos

domingo, 9 de agosto de 2009
Se ao menos soubesses tudo o que eu não disse

sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Soneto

Una-se todo, em traiçoeira liga,
*
Durmo feliz sobre o suave riso
Poema Da Voz Que Escuta
Chamam-me lá em baixo.São as coisas que não puderam decorar-me:
As que ficaram a mirar-me longamente
E não acreditaram;
As que sem coração, no relâmpago do grito,
Não puderam colher-me.
Chamam-me lá em baixo,
Quase ao nível do mar, quase à beira do mar,
Onde a multidão formiga
Sem saber nadar.
Chamam-me lá em baixo
Onde tudo é vigoroso e opaco pelo dia adiante
E transparente e desgraçado e vil
Quando a noite vem, criança distraída,
Que debilmente apaga os traços brancos
Deste quadro negro - a Vida.
Chamam-me lá em baixo:
Voz de coisas, voz de luta.
É uma voz que estala e mansamente cala
E me escuta.
***
Há dias

segunda-feira, 27 de julho de 2009
Se se morre de amor...

Simpáticas feições, cintura breve,
Clarão, que as luzes ao morrer despedem:
Amar, é não saber, não ter coragem
sábado, 25 de julho de 2009
Parabéns...

Fazes-me falta!
Preciso do teu colo
Tenho saudades de quando me ralhavas….
Dos conselhos que me davas e que eu não seguia
E que agora sei que eram sábios conselhos!
E mesmo quando errrava…
Ficavas sempre do meu lado
Davas-me a mão….
Dos princípios que me ensinaste!
E que fizeram de mim a pessoa que eu sou hoje!
Ensinaste-me a lutar pelas coisas em que acredito
Ensinaste-me que a sinceridade e a honestidade
Fazem de nós melhores pessoas….
Ensinaste-me que confiar nos dá força….
Ensinaste-me que o mal não é não conseguir!
O mal é não tentar!
Fazes-me falta!
Preciso do teu colo
Do teu sorriso tão carinhoso…
Tenho saudades de quando brincavas comigo
Como se fosses criança como eu…
De quando me ensinavas que às vezes é preciso sofrer
Para acreditar!
E olho para o céu….
E descubro-te naquela estrelinha que me sorri!
Preciso do teu colo…..
E hoje queria-te dar o maior beijo do mundo…
E continuo a sentir o último beijo que me deste!
Como se soubesses que ias partir……
Obrigada por teres sido o melhor Pai do mundo!
Fazes-me falta!
Preciso do teu colo…..
Hoje…..
Queria dar “aquele” beijo de Parabéns!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Desespero

Não eram meus os dedos que tocaram
Não fui eu que te quis.
A grande solidão que de ti espero.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Travessia

sexta-feira, 10 de julho de 2009
Dás-me o Mundo
terça-feira, 7 de julho de 2009
Parabéns, Ana Rita
terça-feira, 30 de junho de 2009
Só tu, doce criança

segunda-feira, 29 de junho de 2009
A Busca Do Homem
A Saudade Lembrou De ti

Carregada de doces recordações
Que falam na alma uma poesia
Ora de amor ora de amizade!
Ascendendo volúpias
Sobre as cinzas...
Fazendo crepitar
A lareira do tempo
Que leva e traz o passado
Num presente ávido
De sentimentos adormecidos
No colo do coração...
A saudade traz uma carícia
Levada sem despedida...
O coração revira uma caixinha de guardados
Revê fotografias tiradas em memórias inesquecíveis...
O papel rascunhado de versos
Feitos para traduzir o tamanho sentimento
Que guardo na alma
Gritando o quanto gosto de ti!
E a distância simplesmente separando nossos caminhos...
Mas a saudade é flecha certeira
Que aponta a direcção mais intima de nós dois...
A lágrima se emociona
E chora...
Recorda nossas venturas nas páginas da alma...
Mútua entrega de carinhos
Numa amizade cheia de amor
Que sempre permite a saudade
Vinda nos trilhos do tempo
Deixada na estação solidão...
domingo, 28 de junho de 2009
Saudade

Triste de ti, ancião, que te condenas
Ter saudade é viver passadas vidas,
Sonha-se… E em sonho, como por encanto,
sábado, 27 de junho de 2009
Meu mundo e nada mais

Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado
Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado
Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Traduzir-se

uma parte de mim
Uma parte de mim
Uma parte de mim
Traduzir-se uma parte
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Revelações de mim
Foi a saudade que apertou demais meu coração...
Se sentires uma presença em teu quarto não te alardes
Sou eu que venho implorar teu amor
É o desejo que sinto por ti...
Se um dia tocarem teu corpo não te assustes
Sou eu, venho conferir o amor que me juras
Não que não acredite em tuas palavras
Mas meu corpo necessita sentir teu calor...
Se chegar sem muito falar, olhe bem em meus olhos
Escute o que eles têm para te falar
Não te surpreendas com o que ouvires deles
Será a verdade guardada em meu peito que eles te dirão...
Se eu nada disser, não fiques preocupada, relaxa
Apenas me abras teus braços e digas que me amas
Não quero ouvir mais nada...
Quero apenas sentir teu ritmo em contacto com meu corpo!
Se invadir tua intimidade não te preocupes com teus segredos
Estarão todos guardados dentro de mim
E de lá jamais sairão...
Mas não me negues teu carinho e teu amor
Chegarei como um mendigo faminto!
Saberás o que desejo com apenas um olhar
Mata minha fome e a sede que tenho de ti!
Não ficarei muito tempo, não quero roubar-te o sossego
Ficarei o suficiente para marcar teu coração
Para matar minha vontade de ti
E para matar tua sede de mim...
Assim como entrei, sairei de tua vida
Mas nunca mais seremos os mesmos...
Sentiremos na alma que a felicidade é real
Apenas ainda não podemos alcançá-lá.
Levarei o gosto de tua boca
O sal de teu suor em contato com minha língua
Levarei além de tua doce lembrança
A certeza de que não somos apenas um caso
Somos duas almas a caminho da perfeição
(Eduardo Baqueiro)
terça-feira, 9 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Quando sentires...
terça-feira, 26 de maio de 2009
Pensando em você
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Caminho Encontrado
domingo, 17 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Freedom

Quem ama não prende, liberta.
Por isso eu te liberto.
Deixo-te ir. Segue o teu rumo, meu amor.
Desejo-te toda a felicidade do Mundo.
Se isso significa ver-te partir para o outro lado do planeta,
a quilometros de distância, que seja.
Se para encontrares a felicidade
tenhas de estar nos braços de outra mulher, seja.
Quero do fundo do coração que sejas muito feliz.
Por isso te liberto.
Para o Mundo.
Para ela.
Para o que seja.
Vai.
Segue o teu rumo.
Que o caminho se faça de dias de sol.
Também eu seguirei o meu rumo.
Contigo no coração.
Mas sem ti.
Gostando muito do que fomos juntos,
mas não te amando como então.
A vida seguirá.
Os dias passarão.
As luas cheias por cima de nós...
Quem sabe se um dia
a tua estrada se cruzará com a minha?
***
Sussurro
terça-feira, 12 de maio de 2009
Nua
I segunda-feira, 11 de maio de 2009
Procuro-te

Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.
*
Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul do prado
e de um corpo estendido.
*
Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti,
e o teu nome ilumina as coisas mais simples:
o pão e a água, a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue o meu canto
e a manhã de maio.
*
Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.
*
Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.
*
Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime,
procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio,
ao sol, à chuva, de noite, de dia,
triste, alegre
— procuro-te.
***
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Sem Rumo
Não sei onde me levam os caminhosDa peregrinação a que me dei:
Se a planaltos azuis de rosmaninhos,
Se a cavernas de bárbaros, não sei.
*
Ouvi cantar no céu a voz dos ninhos,
E, à voz dos ninhos vivos, acordei.
Peguei no meu bordão, todo de espinhos,
Fiz-me à jornada e nunca mais parei.
*
Sangram-me os pés de só pisar abrolhos.
São dez chagas vermelhas os meus dedos
E dois galhos trementes os meus braços.
*
Entrou a noite dentro dos meus olhos.
Anjo da Guarda, ensina-me os segredos
De andar na vida sem perder os passos.
***
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Ódio?

Ódio por ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto...
*
Que importa se mentiu?
E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!
*
Ah! nunca mais amá-lo é já bastante!
Quero senti-lo d’outra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
*
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não... não vale a pena...
***
domingo, 3 de maio de 2009
História de Amor

Na hora certa do plantio, num chuvoso Abril,
semente sedenta de vida,
caíste no solo do meu coração que te esperava.
Germinaste, cresceste, criaste raízes.
*
Teus braços verdes se levantaram para o céu.
Chegaram as douradas flores,
seguidas de frutos generosos,
frutos que saciaram todas as minhas fomes.
*
Na tua sombra me abriguei,
no teu perfume me embriaguei.
No verde de tuas folhas, encontrei esperança.
Nas tuas flores, novos mundos de beleza.
*
As tuas raízes penetraram profundas
no solo ansioso e fértil do meu coração,
num eterno abraço de amor,
e me ligaram a ti, inseparavelmente, para sempre.
***
Amor Vagabundo

sexta-feira, 1 de maio de 2009
O Grito
quem pergunta pelo nome
essas flores selvagens
(seriam flores?)
trazidas pelo teu assobio
A beleza nunca é clara
no modo em que se aproxima
Somos com certas coisas
um mundo ainda terrível
incapaz de explicações
sem nenhuma das certezas
mesmo aquelas, ínfimas, que sustentam
uma palavra, um olhar ou um grito
Só nos resta a maneira
mais pura:
de igual para igual
tão desconhecidos
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A Magnólia
do acontecimento mestre
restituem-me a forma
o meu esplendor
Um diminuto berço me recolhe
onde a palavra se elide
na matéria - na metáfora
-necessária, e leve, a cada um
onde se ecoa e resvala.
A magnólia,
o som que se desenvolve nela
quando pronunciada,
é um exaltado aroma
perdido na tempestade,
um mínimo ente magnífico
desfolhando relâmpagos
sobre mim.
***
O Sonho

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
***
...
Toda a palavra tem um sentir próprio.
Entardecer.
Sentimento morno num tempo ausente que o meu peito toma,
redenção, expiação com termo certo, troça?
Mas meu peito flui, vai e vem, respiro, interrogo-me.
Jazem certezas na calçada, perdidas, como os passos.
A que caminho tardio me levam estes passos
- às vezes lar de sonho tornado de viagem -
senão à inquietação destas noites,
passo por passo repisada em meu peito?
Quem é esta Lua, estupenda fêmea intrometida
entre mim e o Rei que faz o dia,
senão a circunstância da noite?
Circunstancial eu,
julgo rasgar a sangue e fogo os muros do tempo,
desvelado leito minhas mãos súplicas do sonho fresco
que, de quando em vez, alenta minha lassidão....mas não!!!
No canto de um pássaro chega a claridade da manhã.
- cegam-me ainda as luas da tua pele nua -
É ela, apenas ela, que alivia esta agonia cega
em peito nocturno, sem circunstância.
Será fé este halo que sobe do rio até mim?
Toda a palavra tem um sentir. Me. Te. Nos.
Transcendental.
Este meu julgar-me nesta luz
de contas acertadas com a entrega.
***
(Paula Paiva)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Acolho-me

Acolho-me ao lençol do teu cabelo
no amor pedido do teu rosto ilúcido
e entrego-me à irisada luz
que zelaos lábios na sombria flor cedida.
A sépala descobre o centro dela
uma a uma dá o corpo à descoberta
na liturgia dos sentidos dados
à reza na capela como oferta.
Cavalgo na palavra que me dás
alado nos pequenos montes eros
percorro os sons cativos dos teus ais
aromas luzes são momentos raros.p
Passeando pela flor acesa o fogo
centelha a cada pétala que apago.
***
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Noite

É de noite que as palavras se soltam,
sem destinos nem contornos,
vagueando plurais em seus sentidos,
omitindo-se e revelando-se.
É de noite que me solto no sentir,
quando no adormecido silêncio
as palavras se fantasiam e libertam.
É de noite que acordo o poema
na sonolência do verbo,
na indigência dos significados,
na suavidade dos desvarios
consumados.
É de noite, na noite de mim,
que diariamente me exponho
nos silêncios libertados.
***
Almas dos Poetas

Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.
*
Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
*
Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas
*
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!
***
domingo, 26 de abril de 2009
Exílio
Doçura do Silêncio

O céu escureceu e a chuva veio rápida
Fez pessoas correrem pisando poças d’água
Com passos desencontrados
Hipnotizou sob as marquises toda gente
E os olhares se tornaram distantes
Perdidos em quietudes e coisas do coração
Do lado de dentro de uma das janelas
Uma moça olhava o embaçado do vidro
Com a ponta do dedo e riscos de inundação
Inventou a imagem de um namorado
Desejou que ele permanecesse
Ficou imóvel como esperasse um beijo
Para não acordar a doçura do silêncio
***
És...

Viagem perfumada
Abraços longos e demorados!
Sorrisos rasgados!
Memória constante!
Um raio de luz, numa noite de trevas!
O teu amor dá-me paz!
Tranquilidade!
Calma!
O teu amor é o fogo
Bailamos ao ritmo do amor!!!!
Perco-me no teu olhar...
Nas esquinas do teu coração...
O que eu quero é apenas amar-te lentamente,
Como se todo o tempo fosse nosso,
Como se todo o tempo fosse pouco,
Como se este amor fosse uma vida ou um instante!
Sonhamos porque a vida agora não mudará os nossos sentidos!
- Amei-te assim que te vi,
e o meu carinho ficou claro...
para sempre ao teu lado.
sábado, 25 de abril de 2009
A esperança semeada

(Aos homens do 25 de Abril)
*
O sangue aqui renasce.
Na terra revolvida
rebentam ervas novas
(as horas más passaram).
O Sol - um outro sol - aqui se inventa
por sobre a lenta
erosão da estrada.
Aqui ou nunca.
Ou nada!
A voz aqui rebenta
e é não mais calada.
Por novas leis se fundam
de fibra as pulsações:
o corpo-a-corpo antigo a antiga pele
não mais hão-de pisar
a esperança semeada.
Ardentes leivas vivas avivaram
nossa canção maior.
Um girassol prossegue.
Renasce o sangue aqui
em flores de dádiva.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Negar

Porque insisto em negar o que todo o meu corpo
Repete vezes sem conta cada vez que respiro
Porque tento não ouvir o que me cantam os olhos
Sempre que te vejo numa inventada esquina
Onde me cruzo contigo e me prendes os sentidos
Porque insisto em chorar se tanto de ti me preenche
O dia, a noite, o adormecer e o acordar...
Porque duvido eternamente
De todos os sorrisos que me ensinas
De todos os beijos que me roubas.
É como viver sem querer viver
Sempre rejeitando a vida para não morrer
*
Como se não fosse claro
Que preciso de sofrer para melhor te amar
Que preciso de chorar para melhor te cuidar
Porque insisto em negar que te amo
Se tudo à minha volta é uma infinita canção de amor
Que me leva até ao fim de todos os caminhos
Ao princípio de todos os mares
Num momento de amor que imagino partilhando contigo
*
Porque insisto em negar
Que te amo
Se tudo em meu redor
Já o descobriu...
***














