terça-feira, 27 de julho de 2010

Última Carta


Escrevi-te
como quem pedia água
de que nunca terás sede;
como quem dá
a certeza do Azul
nos dias mais cinzentos;
como quem se dá
na certeza
da troca
que nunca virá.
Escrevi-te
e chamei-te asa
como quem diz
nuvem
e disse viagem
como quem diz
rio
e fogo
e dor...
desta vez, porém
escrevo-te
e chamo-te
longe
como quem diz
lágrima
e despedida!...
***
(Maria Mamede)

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